quinta-feira, 29 de abril de 2010

a não-correspondência chata

Primeiro, uma pergunta:
Porque (na maioria das vezes) a gente simplesmente não consegue retribuir o sentimento que o outro tem por nós?

Eu queria possuir uma facilidade maior pra retribuir o carinho dos outros. Mas é uma pena que essa correspondência nunca vem na hora que eu preciso dela. Quando uma pessoa gosta de mim, eu não consigo gostar dessa pessoa na mesma intensidade (eu sempre acabo gostando de menos). E principalmente: quando eu me apaixono perdidamente por alguém, a pessoa não se interessa por mim, e o escritor idiota aqui fica deprimido.
Porque será que é tão difícil corresponder esses sentimentos? Tem quem diga que é porque "a gente ainda não achou a pessoa certa" (mas quem diabos seria essa pessoa?!), tem quem poderia afirmar que "tem gente que nasce com o bumbum virado pra lua em relação ao amor" (o amor é realmente questão de sorte?!), e também tem quem ache que "a gente simplesmente não ama ninguém" (eu amo tá?! só não achei quem me ame ame de volta). Em que acreditar?
Bem, eu simplesmente acredito que a correspondência afetiva é um botãozinho que fica dentro do nosso coração e que é constantemente vigiado por uma velha solitária e amarga chamada não-correspondência. Ela nunca deixa a gente chegar perto desse botão e ser felizes. Parece até uma conspiração pra que a gente termine como ela: sozinhos e amargurados.
Eu só queria que isso fosse mais fácil de lidar. Sempre alguém sai machucado, e geralmente acaba sendo a gente. (A não-correspondência faz aula de karatê, por isso que o coração fica com hematomas.) Eu preciso aprender a enxergar quando alguém sente algo mais por mim, aprender a não gostar de pessoas que não estão interessadas (principalmente se for muito óbvio o não-interesse), e é claro que eu não posso esquecer das aulas de karatê (pra botar a não-correspondência pra correr).


P.S.: Meu coração é bandido e favorece essa velha chata.

2 comentários:

aliceit disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
aliceit disse...

velha cretina. hauahuahuahauhau

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